Pela dignidade do cérebro

Esse texto foi feito por meio como forma de contribuir para o debate, mas também como um esqueleto que oriente a sua voz crítica. A intenção é fazer uma discussão e não definir o que é certo e errado, pois as pessoas só existem se elas se posicionam sobre algum tema.




A divisão dos hemisférios do cérebro parece um pouco atraente e fazer a divisão desse órgão complexo pode não ser definida em uma topográfica elementar.

Essa separação fez com que Pablo Doberti começasse a se questionar e ele desenvolveu uma discussão sobre esse assunto. Que foi sintetizada nesse artigo.

Quais são os questionamentos sobre essa organização cerebral?

O texto do autor resultou em comentários e indignação e ele identifica que podem ter vindo de dois apontamentos. O primeiro é uma crítica a essa ideia que é considerada como uma visão comum. Enfrentar uma ideia com bases científica, por meio de um ensaio conceitual é considerada como ofensa moral.

A segunda é que a base conceitual utilizada pelo autor é pouco científica e documentada. Dessa forma, existe a necessidade da criação de um sujeito crítico, para que seja criada uma condição essencial de criticidade e subjetividade. Para que exista uma condição de criticidade, sagacidade e construção é preciso que os posicionamentos sejam atitudes iniciais e éticas irrecusáveis.

Como fundamentar as nossas posições?

Você precisa se definir diante das questões, pois esperar demais pode fazer com que você se desconcentre diante das informações. A existência de documentações que não demonstram posicionamento pode fazer com que a informação seja chamada de erudição e academicismo.

O posicionamento é uma intuição, que pode vir de uma construção forçada, subjetiva e extremada. Se colocar dentro de um debate pode contribuir para a discussão e também serve como um esqueleto para a voz crítica.

Definir a sua posição diante de algo te faz ser alguém e para existir é preciso que você tenha a capacidade de interpretar a realidade.

Como a neurologia e neurociência influenciam nesses hemisférios?

Doberti não entendia a diferença entre a neurologia e neurociência e a busca fez com que ele adoecesse. A neurologia é o estudo do nervo e a neurociência é o estudo do sistema nervoso. Nessa busca, ele encontrou que a neurologia é associada a cura das doenças neurológicas e a neurociência é o estudo do comportamento neurológico.

O autor acredita que essa diferença pode vi da aplicação de esoterismo em uma disciplina científica buscando encontrar padrões de comportamento que alimentem o discurso de apaziguamento e simplificação da nossa humanidade.

Com mais pesquisas, Doberti encontra que várias conexões fibrosas unem os dois hemisférios dos indivíduos. E ele apresentou que as habilidades cognitivas têm sido investigadas, por meio de neuroimagem, e percebeu-se que há a utilização de uma rede de regiões do cérebro que é estendida aos dois hemisférios.

Doberti se cansou de escutar discursos que usam da neurociência e dessa divisão. E isso fez com que ele tivesse a intenção desmontar a impostura de pacotes conceituais que se apresentam como cimento que preconiza a nova educação.

O autor não pretende atacar a neurociência, ele apenas busca demonstrar que esse pacote conceitual que se apresenta como o anunciador da nova educação pode ser um impostor.

Por que precisamos estudar o cérebro mais a fundo?

O autor encontrou mais evidências da complexidade do nosso cérebro em outras partes da neurociência. Dessa forma, ele critica os estudos que tentam explicar o cérebro com um modelo.

Para ele, o cérebro é um ponto de interesse, mas não para desmistifica-lo. E quando a complexidade da real função do cérebro voltou a ser discutido, ele ficou sossegado.

Como essa discussão chega nos alunos?

Como Doberti é um educador, ele foi verificar como esse debate chegava aos alunos e quais os estímulos cognitivos um aluno receberia sobre esse assunto.

Ele supôs que em um ambiente rebelde de uma web feita para auxiliar os alunos que não querem estudar, ele pudesse encontrar possibilidades mais vivas, menos estigmatizadas e que deixasse as inconsistências do estereótipo academicista da informação mais claras.

Ele se deparou com um obstáculo e encontrou que a neurociência e a psicobiologia têm partes em comum. Esse é a área da neurociência que estuda as bases biológicas da conduta e o sistema nervoso. E as questões dessa área é que as suas experimentações não são éticas.

Ele percebe que as concepções que auxiliam na conspiração ajudam na revolução e que os estereótipos academicistas, positivistas e elitizados são hegemônicos que estão presentes em vários leitores.

Para ele, as publicações que mostram o imbricamento do cérebro biológico e o psicológico servem para mostrar soluções, mas que o caminho não será encontrado pela separação desses espaços.

Doberti pode respirar ao fim e devolver os créditos à neurociência, que honra seu espaço de trabalho e objeto de estudo. E a partir disso, que conseguiremos perfilar uma escola para as crianças irredutivelmente complexas.

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