A Aliança pela escola: a busca pela saúde financeira e emocional da comunidade escolar

Atualizado: Mar 23

O que faz mais de 800 gestores de escolas se reunirem no sábado de manhã? É o sentimento de que ainda existe muito a ser feito pela comunidade escolar e agora, mais do que nunca, precisamos cuidar da nossa saúde. Não falamos somente da saúde física, mas também da emocional e financeira das instituições e dos gestores, professores e toda a nossa equipe.


No último sábado (20), o Aliança pela escola reuniu gestores e especialistas na área da educação para tratar desses temas. Em uma pesquisa realizada umas duas semanas antes, com mais de 50 escolas, identificamos que o maior desafio das escolas foi a questão financeira! A estabilidade emocional, relação com as famílias e a tecnologia foram os outros pontos que se destacaram, mas a saúde financeira foi a maior preocupação.

A preocupação financeira é um dos pontos mais destacados. Com a pandemia, as escolas precisaram se adaptar a algumas questões, como a situação financeira macroeconômica do país. Nesse caso, as famílias estão com menos dinheiro para investir na educação. E em segundo, e o principal deles, foi que as escolas tiveram que mudar o produto delas, do presencial para o online.

“Hoje é dia da felicidade. Temos muitos motivos para sermos felizes por termos a oportunidade de fazermos a diferença na vida de tantos alunos e famílias todos os dias. Nós podemos impactar positivamente!” (Luana Pontes​)

O Pablo Doberti, CEO do Vivadí, afirmou que o caixa das escolas é o que define a morte ou a sobrevivência das instituições. Onde estão as maiores dificuldades das escolas? E as maiores oportunidades? Para o Fernando Barão, sócio fundador da Corus Consultoria, a preocupação das escolas é que os donos são formados por educadores e não gestores, e tem uma estrutura familiar. E o período antes e durante a pandemia, que fez as escolas buscarem formas de sobreviver. E a preocupação com a questão do online que foi primordial para para as escolas.


Pablo pergunta quais os reflexos de 2020 nas contas de 2021 das escolas serão piores e por que essa é uma péssima notícia? E o que as escolas precisam fazer para ajustar os gastos com aluguel e outras contas em sua nova realidade? É hora de pagar impostos? O estado é um possível parceiro? E é hora a de demitir pessoas?


Para o Barão, o ano ano de 2020, muitas escolas tiveram que pegar dinheiro emprestado para continuar. E o ano de 2021 não tem a medida provisória que assegura o emprego, as dívidas de 2020 precisam ser pagas e talvez seja necessário renegociar o aluguel. Mas com a atual conjuntura e novos fechamentos, novas medidas precisarão ser tomadas e buscar por descontos no aluguel é uma opção. Sobre os impostos, as escolas usaram as fontes para se financiar e neste ano, acredita-se que não tenha novas linhas de crédito. A questão do déficit precisa ser olhado como um resultado da pandemia e usar os impostos para se financiar é uma opção que precisa ser observada. E com relação às demissões, a tendência de dispensa pode ocorrer para diminuir as despesas, se não houver melhora na situação até o meio do ano.


O momento é de mudança e o Jones Brandão, Diretor de Educação da Agenda Edu, fala que os gestores escolares têm que sair da posição de stand by. Não é a vacina que impede que os negócios aconteçam e que como negócios, as escolas são compostas por três parte, que são:

  1. o propósito - qual o propósito do seu negócio? A narrativa é clara?

  2. os processos internos - você tem domínio dos processos no qual a sua escola está inserida? Você tem domínio sobre esses processos?

  3. as pessoas - as escolas são para as pessoas, professores, equipes, alunos, famílias e toda a equipe. Você precisa conhecer quem faz parte para caminhar juntos e chegar ao lugar desejado.

Para as escolas continuarem a trilhar um caminho, o importante é colocar esses três pontos como prioridade e usá-los a seu favor. O Mauricio Martins, professor e Head Produtos Educacionais, trouxe que o investimento na formação dos educadores e da equipe escolar tem a ver com dar a liberdade para que eles façam o seu trabalho.


A escola nunca esteve tão valorizada pela família e, ao mesmo tempo, tão frágil. A escola sempre foi a interface das pessoas com o conhecimento, mas não sabíamos o que havia nesse espaço. No entanto, ao entrar nas casas das pessoas, as escolas ficaram abertas. As famílias chamaram as escolas de heroínas, porque eles viram como a equipe escolar fica com muitos alunos todos os dias. Mas ao mesmo tempo, ficaram frustradas, porque eles vieram às aulas dos filhos e perceberem que é a mesma aula que eles tiveram há 20 anos.

“A escola nunca foi, inclusive, questionada pela família, mas é interessante, muitas vezes que os pais passaram a questionar o métodos tradicionais de ensino... exigindo mudanças...” (Profa Evelyn Cassillo​)

E como conseguimos enfrentar os desafios sendo que carregamos diversas responsabilidades?


Como uma dinâmica de desconstrução da imagem do palhaço, o palhaço Filipe Flakes, relata como ele encara a sua performance como palhaço, o que ele deseja com a atuação e quais as lições que esse trabalho levou para ele. Essa performance nos faz refletir sobre as nossas vulnerabilidades, resiliência e a alegria de desempenhar os nossos papéis.


Por mais que estejamos vivendo o imediatismo das escolas, o planejamento para qualquer situação dá uma tranquilidade e uma maior leveza para tomar as decisões. Para a Cristine Soares, Diretora Colégio Guiauna e CEO Viva Metodologia Ativa, saber como lidar com a dimensão da gestão escolar e às situações inéditas faz com que esse planejamento seja essencial.


E o Evaldo José, Diretor Pedagógico, traz que o gestor é alguém vulnerável. As escolas têm planos para cuidar dos alunos e de quem está dentro desse contexto. Mas quem é que cuida da liderança da escola? É importante que os gestores precisam olhar para dentro para desenvolver a sua inteligência emocional para ficar bem e cuidar dos outros.


A escola é relacionamento de olho no olho! E a Lou Cocozza, fundadora do Instituto Villa Formare e Colégio Villa Bambini, que também é uma das nossas parceiras, relata que há quatro meses não há inadimplência na sua escola. Para ela, os pais querem continuar gastando dinheiro com o que tem valor para eles.


E a relação com a família é parte essencial para as escolas. Mas qual o trabalho estratégico que as escolas desenvolvem? O Francisco Bartolozzi, Co-Founder Vivadí, afirma que essa relação cresceu quando a escola decidiu colocar as famílias como um de seus propósitos. Mas é importante saber como essa relação está sendo desenvolvida.


Para o Pedro London, Co-Founder Vivadí, esse ano deixou evidente que as escolas que têm uma relação mais saudável com as famílias tiveram menos casos de inadimplência e evasão. Tem muitas escolas que reclamam da inadimplência e quando se pergunta por quanto tempo eles dedicaram para isso, percebemos não foi quase nada. O grande ponto é tomar isso como um desafio para ser resolvido.


Ao final deste grande evento, conseguimos tirar diversas conclusões sobre o que as escolas precisam fazer. E o Pablo trouxe que as finanças são um problema que se resolverão no futuro, mas é preciso fazer as negociações no presente. O emocional tem o mesmo status que o caixa e que se as escolas não se quebrarem pela parte financeira, elas serão danificadas pelo emocional. É preciso colocar o emocional como um dos pilares das instituições. O pedagógico está acontecendo e precisa ser assegurado mesmo que seja a distância. E a tecnologia é algo que precisa ser incorporado nas escolas. A escola que sobreviverá é a resiliente e que fortalece a sua identidade.

“O gestor que se permite ser vulnerável, consegue entender as vulnerabilidade do outro, rompendo um sistema em que não se pode errar e substituindo por um espaço de construção de fato” (Sabrina Rezende)

Esse encontro foi muito rico para todos que participaram. A formação de alianças nos faz mais forte e nos refletir sobre essas novas questões! Deixe um comentário e nos conte o que você achou dessas reflexões.

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